Starry Sun Reiki Luz Para Todos!: AS 14 PRÁTICAS DA PLENA CONSCIÊNCIA

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

AS 14 PRÁTICAS DA PLENA CONSCIÊNCIA



OS 14 TREINAMENTOS DA PLENA CONSCIÊNCIA E DA ORDEM DE “INTERSER”, DO MONGE ZEN THICH NHAT HANH

É um compêndio de intenções e determinações para a vida: os 14 treinamentos e preceitos listados abaixo contém visões de auto-conhecimento e de entendimento em relação a si mesmo e às outras pessoas criado por um dos mestres zen-budistas vivos mais populares de nossa época. É impressionante a capacidade de transmissão do monge vietnamita Thich Nhat Hanh (“O Coração da Compreensão”, “Velho Caminho, Nuvens Brancas: Seguindo as Pegadas do Buda”), um mestre que ensina e inspira com uma simplicidade incrível. Durante a tradução, já no terceiro preceito, senti uma imensa paz, um impulso de parar, me encostar na cadeira e soltar tudo. Leia e veja por você mesmo como esses 14 treinamentos conscientes lhe falam.
A tradução abaixo foi feita por este blog baseado num post revisado em inglês do blog Luz de Atención Constante, que por sua vez publicou a partir da Plum Village Online Monastery, o centro zen mais conhecido de Thich Nhat Hanh nos Estados Unidos. Segundo o post, essa transmissão foi feita pelo próprio Thay (como é conhecido carinhosamente Thich Nhat Hanh) em fevereiro de 2012na Cerimônia da Grande Ordenação. Há outras versões e traduções, e a em português mais conhecida foi realizada a partir do que o centro de meditação Zen espanhol Jikô-An, em Granada (Espanha), divulgou e que pode ser visto em sites como O Calango Abstrato.
Seguem os 14 Treinamentos da Plena Consciência e da Ordem do Interser, por Thich Nhat Hanh.
As 14 práticas da plena consciência, são um guia para a autoconsciência, autoconhecimento da pessoa, segundo Thich Nhat Hanh. É um guia de boas práticas para connosco e para com os outros.
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O Primeiro Treinamento Consciente: Abertura
Conscientes do sofrimento criado pelo fanatismo e intolerância, nós nos determinamos a não idolatrarmos ou nos apegarmos a nenhum doutrina, teoria ou ideologia, nem mesmo as budistas. Somos comprometidos a ver os ensinamentos Budistas como meios de guia que nos ajudam a aprender a olhar profundamente e a desenvolver compreensão e compaixão. Não há doutrinas para combater, matar ou morrer por. Entendemos que o fanatismo em suas várias formas é o resultado das coisas percebidas em uma maneira dualística e discriminativa. Nós treinamos a nós mesmos para olhar para tudo com abertura e a percepção do interser para transformar o dogmatismo e a violência em nós mesmos e no mundo.

Não idolatrar nenhuma doutrina, teoria, seja ela qual for, incluindo o Budismo. Os sistemas de pensamento budistas devem ser considerados como guias para a prática e não como a verdade absoluta. 

A prática relacionada com o Reiki

É meu lema ter Mente Limpa e Coração Predisposto para a prática de Reiki. Estar aqui e agora, predisposto ao fluir e à vivência. Ao termos presente o quinto princípio – Só por hoje, sou bondoso – praticamos a abertura. A aceitação de quem somos, de quem é o outro. De que não conseguimos mudar o mundo mas que nos conseguimos mudar a nós próprios. Não nos podemos condicionar em fronteiras nem limitar pelas nossas crenças. Um espírito aberto e vasto, crítico e flexível, ajuda-nos a criar um ecosistema cada vez mais vivo e colaborativo. Como o poema 2 “Céu”, do Imperador Meiji:
Azul claro e sem nuvens
O grande céu
Também eu gostaria
De ter um espírito assim

O Segundo Treinamento Consciente: Desapego a Opiniões
Conscientes do sofrimento criado pelo apego a opiniões e percepções erradas, nós nos determinamos a evitar sermos limitados mentalmente e apegados a opiniões. Somos comprometidos a aprender e a praticar o desapego das visões e sermos abertos para as percepções e as experiências dos outros para que possamos nos beneficiar da sabedoria coletiva.  A percepção é revelada através da prática de ouvir compassionalmente, olhar profundamente e nos soltarmos das noções ao invés de acumular conhecimento intelectual. Temos ciência que o conhecimento que temos neste momento não é imutável nem a verdade absoluta. A verdade é encontrada na vida, e nós observaremos a vida dentro de nós e ao nosso redor em cada momento, prontos a aprender através de nossas vidas.  

Não pensar que se possui um saber imutável ou a verdade absoluta. Há que evitar a estreiteza da mente e o apego aos pontos de vista pessoais. Aprender a praticar a via do não apego de maneira a permanecer aberto aos pontos de vista dos outros. A verdade só pode ser encontrada na vida e não nos conceitos. Há que estar disponível para continuar a aprender ao longo de toda a vida e a observar a vida em si mesmo e no mundo.

A prática relacionada com o Reiki

Ser praticante de Reiki, Mestre de Reiki, requer uma grande dose de humildade. A primeira necessidade desta humildade está na acção – não somos nós que curamos, apenas somos veículos por onde flui o Reiki. A segunda está na aprendizagem – Nunca devemos parar de aprender e de olhar para o Reiki com olhos de criança e aprendiz. Alguém dizer que já sabe tudo sobre Reiki é assumir que parou no tempo e já pouco tem para dar quando o tempo muda. A terceira acção está no colocarmo-nos ao mesmo nível que todos – Ninguém é melhor que ninguém, ninguém está acima ou abaixo de ninguém. Todos Somos. Se em nós se despertar a compaixão, esta é uma verdade que se sente. Se preferirmos ouvir o Ego, então o ciclo de satisfação/insatisfação estará sempre presente. A este treino consciente, podemos associar o quarto princípio de Reiki – Só por hoje, trabalho honestamente. A honestidade leva-nos a compreender como somos Um feito de Todos. Assim, em plena consciência, vamos praticando o desapego a opiniões. Às dos outros e às nossas próprias.

O Terceiro Treinamento Consciente: Liberdade de Pensamento
Cientes do sofrimento trazido quando nós impomos nossa visão aos outros, estamos determinados a não forçar os outros, mesmo nossos filhos, seja por que maneira for — como autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou doutrinamento — a adotar nossas visões. Estamos comprometidos a respeita o direito dos outros de serem diferentes, a escolherem o que acreditar e como decidir. Nos vamos aprender, entretanto, a aprender a ajudar os outros a se desapegarem e transformar a visão limitada através de um discurso amoroso e um diálogo compassivo.

 Não forçar os outros, incluindo as crianças, a adoptar os nossos pontos de vista seja por que meios forem: autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou educação. Respeitar as diferenças entre os seres humanos e a liberdade de opinião de cada qual. Saber, no entanto, utilizar o diálogo para ajudar a renunciar ao fanatismo e à estreiteza do espírito.

A prática relacionada com o Reiki

Na filosofia de vida do Reiki, os Gokai deixados pelo Mestre Usui, temos o quinto princípio – Só por hoje, sou bondoso. A bondade, o bem que cresce no coração, a fonte do amor incondicional, eleva-nos, transcende-nos além da posse e do apego. Também consideramos os pensamentos, os direitos, os outros como nossos, quando no fundo, nada possuímos. Na prática de Reiki, descobrimo-nos e encontramos a importância do respeito e da liberdade, alojados no chakra esplénico. Eu sou livre, o outro é livre. Se considero o outro como posse, também eu não sou livre. Liberdade é algo de interior e único em nós, partilhado através da bondade. Como diz o imperador Meiji no seu poema “O espírito”.
Seja o que for que aconteça
Em qualquer situação
É meu desejo
Que o meu espírito se mantenha
Sem fronteiras

O Quarto Treinamento Consciente: Ciência do Sofrimento
Cientes que olhando profundamente para nosso próprio sofrimento pode nos ajudar a cultivar entendimento e compaixão, estamos determinados a voltar para nossa própria casa, a reconhecer, aceitar, abraçar e ouvir nosso próprio sofrimento com a energia da atenção. Faremos nosso melhor para não fugir de nosso próprio sofrimento ou encobri-lo através do consumo e sim praticar a respiração e a caminhada consciente para olhar profundamente nas raízes do nosso sofrimento. Sabemos que só podemos encontrar o caminho para a transformação do sofrimento quando entendemos as raízes de sofrimento. Assim que entendermos as raízes do nosso próprio sofrimento, seremos capazes de entender o sofrimento dos outros. Estamos comprometidos a encontrar maneiras, incluindo contato pessoal ou usando telefone, meios eletrônicos, audiovisuais e outros para estarmos com aqueles que sofrem, para que possamos ajudá-los a transformar seus sofrimentos em compaixão, paz e alegria.

Não evitar o contacto com o sofrimento nem fechar os olhos diante dele. Não perder a plena consciência sobre a existência do sofrimento no mundo. Encontrar meios de aproximação para com os que sofrem, seja mediante contactos pessoais, visitas, imagens, sons. Despertar e despertar os outros para a realidade do sofrimento no mundo.

A prática relacionada com o Reiki

A auto-consciência é um processo que é desenvolvido com a prática da meditação Gassho. Fechar os olhos, estar no aqui e agora, ligar à fonte e deixar fluir a energia. Ter atenção aos locais e emoções em desequilíbrio é entrar em contacto com a nossa consciência do nosso próprio sofrimento. Através da prática do auto-tratamento, equilibramos as insuficiências e os excessos, através dos cinco princípios, equilibramos o nosso Ser, elevando a consciência. Só por hoje, trabalho honestamente, permite ser verdadeiro connosco, se ciente do sofrimento e com calma, confiança, gratidão e bondade, procurar e levar a cura.

O Quinto Treinamento Consciente: Viver com Saúde e Compaixão 
Cientes que a felicidade está enraizada na paz, solidez, liberdade e compaixão, estamos determinados a não acumular patrimônio enquanto milhões estão com some ou morrendo nem colocar como objective de nossas visas a fama, o lucre, o patrimônio ou o prazer sensual, que pode trazer muito sofrimento e desespero. Praticaremos o olhar profundo no modo como nutrias nosso corpo e nossa mente com comidas saudáveis, impressões de sentidos, vontade e consciência. Estamos comprometidos a não apostar ou usar álcool, drogas ou quaisquer outros produtos que tragam toxinas para o nosso corpo ou para o corpo coletivo e a consciência tais como certos sites, jogos eletrônicos, programas de TV, filmes, revistas, livros e conversas. Vamos consumir de um modo que preserve a compaixão, a paz, a alegria, o bem estar em nossos corpos e consciências e nos corpos de consciências de nossas famílias, nossa sociedade e a Terra.

O Sexto Treinamento Consciente: Cuidando da Raiva
Cientes que a raiva bloqueia a comunicação e cria sofrimento; estamos comprometidos e cuidar de nossa energia da raiva quango ela aparece, a reconhecer e a transformar as sementes da raiva que jazem profundamente em nossas consciências. QUando a raiva se manifesta, estamos determinados a não fazer ou dizer nada, mas praticar a respiração consciente ou a caminhada consciente para reconhecer, abraçar e olhar profundamente para nossa raiva. Sabemos que as raízes da raiva não estão fora de nós mesmos mas que podem ser encontradas em nossas percepcões erradas e falta de entendimento do sofrimento em nós mesmos e na outra pessoa. Ao contemplar a impermanência, seremos capazes de olhar com os olhos da compaixão para nós mesmos e aqueles que pensamos serem as causas da nossa raiva, e reconhecer a preciosidade de nossos relacionamentos. Praticaremos a Correta Diligência para nutrir nossa capacidade de entendimento, amor, alegria e inclusão, gradualmente transformando nossa raiva, violência, medo e ajudando os outros a fazer o mesmo.

Lembrando de um dos princípios do REIKI só por hoje não sinto raiva!

O Sétimo Treinamento Consciente: Vivendo Felizes no Momento Presente
Cientes que a vida está disponível apenas no momento presente, estamos comprometidos a treinar a nós mesmos para viver profundamente cada momento da vida diária. Tentarmos não nos perder na dispersão ou ser carregados por arrependimentos do passado, preocupações sobre o futuro, vicios, raiva ou inveja no presente.  Praticaremos a respiração consciente para estarmos conscientes do que está acontecendo aqui e agora. Estamos determinados a aprender a arte da vida consciente tocando elementos novos, curativos e maravilhosos que estão dentro de nós e ao nosso redor, em todas as situações. Assim, seremos capazes de cultivar as sementes da alegria, da paz, do amor, e do entendimento em nós mesmos, facilitando assim o trabalho de transformação e cura da nossa consciência. Estamos cientes que a felicidade depende primariamente da nossa atitude mental e não de condições externas, e que podemos viver felizes no momento presente simplesmente lembrando que nós já temos mais do que as condições suficientes para sermos felizes.

O Oitavo Treinamento Consciente: Comunidade & Comunicação Verdadeira
Cientes que a falta de comunicação sempre traz separação e sofrimento, estamos comprometidos em treinar a nós mesmos na prática de ouvir compassivamente e de falar amorosamente. Sabendo que a comunidade verdadeira está fundamentada na inclusão e na prática concreta da harmonia de opiniões, pensamento e fala, praticaremos o compartilhamento do nosso entendimento e experiências com os integrantes da nossa comunidade para chegarmos a uma conclusão coletiva. Estamos determinados a aprender a ouvir profundamente sem julgar ou reagir, e a reter nossas palavas que podem criar discórdia ou causar a quebra da comunidade. Quando as dificuldades surgirem, vamos nos manter em nossa Sangha e praticar o olhar profundo em nós mesmos e nos outro para reconhecermos todas as causas e condições, incluindo nossas próprias energias do hábito, que trouxeram as dificuldades. Assumiremos a responsabilidade por todas as maneiras que podemos ter contribuido para o conflito e mantermeos a comunicação aberta. Não nos comportaremos como vítimas mas seremos ativo na busca de maneiras para reconciliar e resolver todos os conflitos, mesmos os pequenos.

Lembrando outro princípio do REIKI só por hoje sou honesto!

O Nono Treinamento Consciente: Fala Verdadeira e Amorosa
Cientes que as palavras pode criar felicidade ou sofrimento, estamos comprometidos a aprender a falar sinceramente, amorosamente e construtivamente. Usaremos apenas palavras que inspirem alegria, confiança e esperança assim como promovam reconciliação e paz em nós mesmos e entre as pessoas. Falaremos e escutaremos de uma maneira que possamos nos ajudar e ajudar os outros a transformar o sofrimento e ver uma maneira de sair de situações difíceis. Estamos determinados e não dizer inverdades por interesse pessoal ou para impressionar as pessoas, nem proferir palavras que possam causar divisão ou ódio. Protegeremos a alegria e a harmonia de nossa Sangha contendo a fala sobre defeitos de outras pessoas em suas ausências e sempre perguntado a nós mesmos se nossas percepções estão corretas. Falaremos apenas com a intenção de entender e ajudar a transformar a situação. Não repassaremos rumores nem criticaremos ou condenaremos coisas que não temos certeza. Daremos nosso melhor para denunciar situações de injustiça, mesmo em situações em que isso possa nos trazer dificuldades ou ameaçar nossa segurança.

O Décimo Mandamento do Treinamento Consciente: Protegendo e Nutrindo a Sangha
Ciente que a essência e o objetivo de uma Sangha é a prática do entendimento e da compaixão, estamos determinados a não usar a comunidade Budista para o poder ou lucro pessoal ou para transformar nossa comunidade em um instrumento político. Entretanto, como membros de uma comunidade espiritual, devemos nos posicionar claramente contra a opressão e a injustiça. Devemos nos esforçar para mudar a situação, sem tomar lados em um conflito. Estamos comprometidos em outros com os olhos do “interser” e aprender a ver a nós mesmos e os outros como células de um corpo de Sangha. Como uma verdadeira célula num corpo de Sangha, gerando consciência, concentração e percepção para nutrir a nós mesmos e à comunidade inteira, cada um de nós é ao mesmo tempo uma célula no corpo do Buddha. Promoveremos ativamente a fraternidade, fluída como um rio, e praticaremos o desenvolvimento de três forças reais – amor, compreensão e a emancipação das aflições – para criar o acordar comunitário.

O Décimo Primeiro Treinamento Consciente: Vida Correta
Ciente que grandes violências e injutiças foram feitas ao nosso meio-ambiente e sociedade, estamos comprometidos a não viver com uma vocação que é prejudicial aos humanos ou à natureza. Daremos nosso melhor para escolher um estilo de vida que contribua para o bem-estar de todas as espécies na Terra e ajude a realizar nosso ideal de compreensão e compaixão. Ciente das realidades econômicas, políticas e sociais ao redor do mundo, assim como de nossas interrelações com o ecossistema, estamos determinados a nos comportar responsavelmente como consumidores e cidadãos. Não investiremos nem compraremos de empresas que contribuem para o esgotamento dos nossos recursos naturais, que prejudica a Terra ou que prive os outros de uma chance de viver.

O Décimo Segundo Treinamento Consciente: Reverência pela Vida
Ciente que muito sofrimento é causado pela guerra e conflito, estamos determinados a cultivar a não-violência, a compaixão e a percepção do interser em nossas vidas diárias, e a promover a paz, a educação, a meditação consciente, e reconciliação com nossos famílias, comunidades, grupos étnicos e religiosos, nações e o mundo. Estamos comprometidos a não matar e a não deixar matar outros. Não apoiaremos nenhum ato de matança no mundo, em nosso pensamento ou em nosso modo de vida. Praticaremos diligentemente o olhar profundo para nossa Sangha para descobrir melhores maneiras de proteger a vida, prevenir a guerra e construir a paz.

O Décimo Terceiro Treinamento Consciente: Generosidade
Ciente do sofrimento causado pela exploração, injustiça social, roubo e opressão, estamos comprometidos a cultivar a generosidade em nossa maneira de pensar, falar e agir. Aprenderemos melhores maneiras de trabalhar para o bem-estar das pessoas, animais, plantas e minerais e praticar a generosidade compartilhando nosso tempo, energia e recursos materiais com aqueles que necessitam. Estamos determinados a não roubar e não possuir nada que deveria pertencer a outros. Respeitaremos a propriedade dos outros, mas tentaremos prevenir os outros de lucrar com o sofrimento humano e com o sofrimento de outros seres.

O Décimo Quarto Treinamento Consciente: Conduta Correta
Ciente que o desejo sexual não é amor e que relações sexuais motivadas por desejo não podem dissipar o sentimento de solid’ão mas criam mais sofrimento, frustração e isolamento, estamos determinados a não nos empenharmos em relações sexuais sem mútuo entendimento, amor e um compromisso profundo de longo termo feito com nossas famílias e amigos. Vendo que o corpo e a mente são um, estamos comprometidos a aprender as maneiras apropriadas para cuidar de nossa energia sexual e cultivar nosso cuidado amoroso, compaixão, alegria e inclusão para nossa própria felicidade e a felicidade dos outros. Devemos estar atentos ao sofrimento futuro que pode ser causado por relações sexuais. Sabemos que para preservar a felicidade de nós mesmos e dos outros, precisamos respeitar os direitos e compromissos conosco e com os outros. Faremos tudo dentro do nosso poder para proteger as crianças de abusos sexuais e a proteger os casais e famílias de que se perderem em má conduta sexual. Trataremos nossos corpos com compaixão e respeito. Estamos determinados a olhar profundamente dentro dos Quatro Nutrimentos e aprender maneiras de preservar e canalizar nossas energias vitais (sexual, respiração, espírito) para a realização de nosso ideal bodhisattva. Seremos totalmente conscientes da responsabilidade de trazer novas vidas a este mundo e meditaremos sobre seus ambientes futuros.
Tradução da versão espanhola praticada em Jiko-An (Centro Zen em Sierra Nevada, Espanha)
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Compartilhado por Edvaldo Gonçalves.


Segue resumo:

Não idolatrar

1. Não idolatrar nenhuma doutrina, teoria, seja ela qual for, incluindo o budismo. Os sistemas de pensamento budistas devem ser considerados como guias para a prática e não como a verdade absoluta.

A humildade perante o saber

2. Não pensar que se possui um saber imutável ou a verdade absoluta. Há que evitar a estreiteza da mente e o apego aos pontos de vista pessoais. Aprender a praticar a via do não apego de maneira a permanecer aberto aos pontos de vista dos outros. A verdade só pode ser encontrada na vida e não nos conceitos. Há que estar disponível para continuar a aprender ao longo de toda a vida e a observar a vida em si mesmo e no mundo.

Liberdade de perspectiva

3. Não forçar os outros, incluindo as crianças, a adoptar os nossos pontos de vista seja por que meios forem: autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou educação. Respeitar as diferenças entre os seres humanos e a liberdade de opinião de cada qual. Saber, no entanto, utilizar o diálogo para ajudar a renunciar ao fanatismo e à estreiteza do espírito.

Não ocultar o sofrimento

4. Não evitar o contacto com o sofrimento nem fechar os olhos diante dele. Não perder a plena consciência sobre a existência do sofrimento no mundo. Encontrar meios de aproximação para com os que sofrem, seja mediante contactos pessoais, visitas, imagens, sons. Despertar e despertar os outros para a realidade do sofrimento no mundo.

Não viver apenas para proveito próprio

5. Não acumular dinheiro nem bens quando milhões de seres sofrem de fome. Não converter a glória, o proveito, a riqueza ou os prazeres sensuais na finalidade da vida. Viver simplesmente e partilhar o tempo, a energia e os recursos pessoais com os que necessitam.

Não manter a cólera e o ódio

6. Não conservar a cólera ou o ódio. Aprender a examinar e a transformar a cólera e o ódio quando ainda não são mais que sementes nas profundidades da consciência. Ao manifestar-se a cólera e o ódio, devemos focar a atenção na respiração e observar de modo penetrante a fim de ver e compreender a natureza desta cólera ou ódio, assim como a natureza das pessoas que se supõe serem a sua causa. Aprender a ver os seres com os olhos da compaixão.

Manter o foco no que é importante e no momento presente

7. Não se perder, deixando-se levar pela dispersão ou pelas circunstâncias envolventes. Praticar a respiração consciente e focar a atenção no que está a acontecer neste instante presente. Entrar em contacto com aquilo que é maravilhoso, pleno de vigor e de frescura. Semear em si mesmo sementes de paz, de alegria e de compreensão de maneira a favorecer o processo de transformação nas profundidades da consciência.

Não semear a discórdia, atenção nas palavras

8. Não pronunciar palavras que possam semear a discórdia e provocar a ruptura da comunidade. Mediante palavras serenas e de actos apaziguadores, fazer todos os esforços possíveis para reconciliar e resolver todos os conflitos, por pequenos que sejam.

Falar a verdade

9. Não dizer falsidades para preservar o interesse próprio ou para impressionar os outros. Não proferir palavras que semeiem a divisão e o ódio. Não difundir notícias sem ter a certeza de que são seguras. Falar sempre com honestidade e de maneira construtiva. Ter a coragem de dizer a verdade sobre as situações injustas mesmo que a nossa própria segurança fique ameaçada.

Não usar a comunidade para interesse pessoal

10. Não utilizar a comunidade religiosa para o interesse pessoal nem a transformar em partido político. A comunidade em que vivemos deve, contudo, tomar uma posição clara contra a opressão e a injustiça e esforçar-se por mudar a situação sem se envolver em conflitos partidários.

Não escolher profissões que possam prejudicar o próximo

11. Não exercer profissões que possam causar dano aos seres humanos ou à natureza. Não investir em companhias que explorem os seres humanos. Eleger uma ocupação que ajude a realizar o ideal próprio de vida com compaixão.

Não matar, não exercer violência

12. Não matar. Não deixar que outros matem. Utilizar todos os meios possíveis para proteger a vida e prevenir a guerra. Trabalhar para o estabelecimento da paz.

Não possuir nada de alheio

13. Não querer possuir nada que pertença a outrem. Respeitar os bens dos outros, mas impedir qualquer tentativa de enriquecimento à custa do sofrimento de outros seres vivos.

Respeitar o corpo

14. Não maltratar o corpo. Aprender a respeitá-lo. Não o considerar unicamente como um instrumento. Preservar as energias vitais (sexual, respiração e sistema nervoso) através da prática da Via. A expressão sexual não se justifica sem verdadeiro amor e sem compromisso. Em relação às relações sexuais, tomar consciência do sofrimento que podem causar no futuro a outras pessoas. Para assegurar a felicidade dos outros há que respeitar os seus direitos e compromissos. Estar plenamente consciente das suas próprias responsabilidades na hora de trazer ao mundo novos seres. Meditar sobre o mundo a que trazemos estes seres.

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